Semana de luta das mulheres- parte 1

Nessa semana que culmina com o 8 de março - dia internacional de luta das mulheres, postaremos todos os dias vídeos, músicas, poesias que retratam a vida de diversas  mulheres guerreiras e trabalhadoras desse mundo que nos servem de inspiração para a luta do 8 de março.

Dando início à semana, estamos postando o documentário "Não comemos Eucalipto":
"Documentário que denuncia a forte repressão policial sofrida por mulheres da Via Campesina durante violenta desocupação de uma fazenda ilegal da Transnacional Stora Enso, no Rio Grande do Sul, Brasil. No dia 4 de março de 2008."

Nesse documentário vemos a resistência de várias mulheres da Via Campesina diante da atuação arbitrária da Brigada militar que de maneira extremamente opressiva e violenta, reprimiu a ocupação na fazenda da StoraEnso - transnacional exportadora de papel.  Essa ação direta foi fruto da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres da Via Campesinas que ocorre todos os anos nesse período próximo ao 8 de março.
São imagens fortes que nos desperta um grande sentimento de indignação e que serve, de alguma maneira, para nos motivar a continuar na luta por um projeto feminista e popular!


Não comemos eucalipto (parte1/2):

Não comemos eucalipto (2/2):

O Acampamento Regional do Levante está chegando!!!!


Levante contra a EBSERH





Nenhum minuto de silêncio pela tragédia anunciada do SUS! Seguiremos em luta até que a EBSERH seja derrotada!

Neste dia 3 de outubro fomos às ruas de norte a sul do país, aqui em Recife, em João Pessoa, Campina Grande, Maceió, Florianópolis, Rio de Janeiro, Aracaju..fomos juntos, lutamos de mãos dadas em defesa dos nossos Hospitais Universitários. Em Recife nos concentramos às 8h em frente ao Hospital das Clínicas, o Urubserh apareceu para provocar risos. Aquele urubu mal-disfarçado de decisão democrática veio carcomer nossos históricos anos de luta pelo SUS. Veio distorcer o direito a saúde, aniquilar nossas consciências, nossa luta de cada dia. No HC, dialogamos com os usuários, pressionamos a diretoria e a entrega inevitável do HC a URUBSERH alardeada ao 4 ventos já não é mais o destino inevitável! O bicho maldito que persegue e amaldiçoa a saúde pública do país virou motivo de brincadeira, gargalhadas soltas e punhos erguidos em luta!

Seguimos em marcha, frases por mais financiamento, em repúdio ao sucateamento, poesias na universidade evocando nossos antecessores que um dia cantaram em uníssono pela democracia e pelos direitos do povo! Pouco a pouco tomamos conta da BR 232 que parou diante de nós. Nossos cartazes tremulavam! O SUS é nosso ninguém tira da gente, direito garantido não se compra e não se vende! Não não não a privatização! O HC é nosso e não abrimos mão! 

Enfim chegamos a Reitoria, onde persistimos a uma espera de mais de 40 minutos. Persistimos com músicas, falas e batucada! Na cena a a mordaça da trabalhadora arrancada pelo povo e o eco da voz presa dizia: Nenhum minuto de silêncio pelo desmonte anunciado do SUS! Seguiremos em LUTA até que a EBSERH seja derrotada! 



Senhora EBSERH
Leandro Barbosa 

Sua senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
Porque tu vens com funcionários de regimes precarizados
Sem concurso estatutário e por cabides de empresários
Os únicos que gostariam de te ter nesse hospital
São um ou outro egoísta que contigo, aumentaria bastante “o seu nível salarial”

Sua senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
Porque tu tens interesses lucrativos
Em vez de educação ou de saúde, já vens com sigla de serviços
Isso já mostra tua cara de empresa descarada
Que quer tratar nossa saúde como mercadoria muito cara

Sua Senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
Será que pensas que somos assim, tão ingênuos?
Para aceitar que tu faças de nossos trabalhos, convênios
Com empresários da saúde privada
Para explorar nossa saúde de forma mercantilizada

Sua Senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
E por fim... dizemos a você:
Deixe o nosso direito à Saúde e o SUS em paz
Eles não são objetos de lucros empresariais
Vá embora pra Brasília e nos deixe com autonomia 
Pra gerir nosso HC e nele lutar por democracia.




A greve das Federais


"A greve das federais, certamente, se configurou como uma das mais importantes lutas do período recente do movimento educacional brasileiro. Mobilizou professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos. Pautou o debate da educação questionando o modelo neodesenvolvimentista em curso, colocando em xeque a proposta de plano de carreira produtivista para os docentes e reivindicando condições de trabalho dignas para os/as trabalhadores/as.
É importante agora realizarmos uma avaliação da greve buscando extrair os elementos centrais desse processo para a juventude universitária, seus erros e acertos, identificando os desafios do movimento estudantil para o próximo período.
Novos lutadores e lutadoras do povo.
Em qualquer balanço, esta greve aparece como um marco histórico para as universidades brasileiras. A greve foi um processo importante de mobilização. Seu maior mérito foi colocar em movimento uma nova geração de jovens estudantes que acabaram de entrar nas Universidades e Institutos Federais. Esta mesma geração nasceu na década de 90, no auge do neoliberalismo, do sucateamento e desestruturação do ensino, do descenso das lutas de massa.
Essa juventude, em sua maioria, teve sua primeira experiência organizativa na greve, se formando enquanto militante social na pedagogia da luta. Findada a greve, é importante darmos consequência a esse processo de formação, reforçando o trabalho de base, fortalecendo os vínculos entre os estudantes e as suas entidades representativas, para assim acumularmos forças e termos condições de disputarmos na sociedade o nosso projeto de nação.
É neste movimento que podemos nos forjar enquanto novos lutadores e lutadoras do povo brasileiro, dando continuidade à luta pela transformação radical da sociedade. Nos lançamos ao desafio de protagonizarmos as lutas sociais, e fomos, estudantes e trabalhadores, protagonistas desta greve! A partir de pautas especificas e gerais, nacionais e locais, construímos lutas e mobilizações, dialogamos com a sociedade e pautamos a urgente e necessária transformação da universidade que necessitamos.
E quais equívocos foram cometidos?
Devemos ter a capacidade de após todo este processo, realizarmos uma avaliação crítica de nossos erros, inclusive aqueles referentes ao nosso comportamento enquanto movimento estudantil. A crítica e a autocritica não devem ser vistas como algo negativo, mas como necessárias para avançarmos na organização dos/as estudantes e nas lutas unitárias, que dialoguem com os desafios do tempo presente.
Esta greve estudantil partiu da necessidade da defesa intransigente da educação pública. Ela é fruto da expansão contraditória da educação superior, que possibilitou a entrada de centenas de milhares de estudantes nas universidades, mas que não foi acompanhada do investimento necessário para garantir a devida assistência aos estudantes e a valorização dos profissionais da educação. Logo, nos levantamos para que houvesse mais investimentos, melhores condições de trabalho na educação e políticas de permanência estudantil mais sólidas. Foi uma greve propositiva.
Mas houve movimentações equivocadas, das quais destacamos duas, por saltarem aos olhos de qualquer militante que estava construindo esta greve nas bases. O primeiro equívoco cometido foi a tentativa, fracassada, diga-se de passagem, de alguns setores da esquerda de elencar o REUNI como principal inimigo da greve. A realidade, porém, não perdoou este equívoco. Os/as estudantes não compraram este discurso, muito menos travaram lutas contra o REUNI, e onde predominou essa linha política, a greve estudantil tendeu ao esvaziamento.  Esses setores buscaram dar uma roupagem para a greve que no mínimo podemos chamar de surreal, e assim bradavam: “está é uma greve contra o PNE do governo e contra o REUNI”. Só se esqueceram de combinar isto com os milhares de estudantes que não compartilhavam desta análise. Nos locais em que a greve estudantil se massificou e obteve ganhos concretos, a luta travada pelos estudantes foi mais acertada e coerente, dialogando de fato com suas necessidades concretas: criticamos o REUNI e lutamos por um aumento nos investimentos, nas estruturas, na assistência; não lutamos contra a expansão de vagas.
O outro equivoco é consequência daquela leitura errônea e da necessidade exacerbada de autoconstrução de algumas tendências do movimento estudantil. Trata-se dos rumos que tomou o CNGE (Comando Nacional de Greve Estudantil). De inicio, o CNGE tinha tudo para ser uma ótima experiência de unidade, articulação e organização dos/as estudantes, para irmos às lutas de forma unificada e com direção coletiva; mas não foi o que ocorreu, e o CNGE perdeu seu potencial aglutinador. Esta ferramenta esvaziou-se de sentido e funcionalidade, uma vez que optou pelo caminho do sectarismo e do vanguardismo. Isso se verificou já na segunda reunião, que ocorreu no Rio de Janeiro, durante a Cúpula dos Povos, quando o CNGE hegemonizado por setores esquerdistas (ANEL/PSTU e alguns setores do PSOL), não concordaram em incluir no calendário de lutas da greve estudantil nacional uma data que foi proposta pelo CONEG (Conselho Nacional de Entidades Gerais), um dos fóruns da UNE, que contou com a presença de mais de 300 DCE’s de todo o Brasil. E qual o motivo? Simplesmente não queriam travar lutas em conjunto com a União Nacional dos Estudantes, pois isso “legitimaria a entidade”! Desta forma a ANEL/PSTU e tais setores do PSOL, se isolaram politicamente no CNGE, e mais que isso, comprometeram uma vez mais a unidade nacional do movimento estudantil e a capacidade de lutas massivas.
Uma greve com conquistas reais!
Apesar desses equívocos, saímos desta greve com conquistas reais para a educação brasileira e o conjunto dos estudantes. Conseguimos, por exemplo, aprovar na redação final do PNE (Plano Nacional de Educação), o investimento de 10% do PIB para a Educação, uma bandeira histórica dos movimentos sociais, que reivindicam uma universidade verdadeiramente popular, sendo que até 2017, pelo menos 7% tem de ser investidos. Também obtivemos a criação de uma Comissão Nacional de Avaliação do REUNI, articulada pela UNE, que será importante para monitorarmos e pressionarmos o governo para que sejam garantidos os investimentos em infraestrutura e assistência estudantil.
No plano local também saímos vitoriosos e com conquistas concretas, pois em muitas universidades os estudantes foram protagonistas da greve, tirando em assembleias as pautas e reivindicações locais, negociando e pressionando as reitorias, e saindo com conquistas importantes.
Desafios pós Greve
Com a greve, ficaram evidentes algumas questões que precisamos aprofundar o debate e superar: priorizar o trabalho de base, a organização dos/as estudantes, a formação política, a unidade, as lutas e o fortalecimento das entidades estudantis para articular e dirigir as lutas para o próximo período.
A União Nacional dos Estudantes (UNE), que historicamente cumpriu este papel, durante esta greve atuou apenas pontualmente. Cabe, portanto, uma crítica à direção majoritária da entidade, no sentido de que a mesma deveria ter jogado mais peso e dado mais intencionalidade, articulando os comandos locais de mobilização estudantil e dirigindo o processo de mobilização nacional. Contudo, como essa relação de confiança política para uma organização dirigir o movimento estudantil não vem da noite para o dia, entendemos que a UNE precisa melhorar sua presença na base, se empenhando para construir e preservar uma relação de confiança política com as organizações de base do movimento estudantil.
Concluímos com isso que, ao invés de colaborarmos para o divisionismo e fracionamento dos/as estudantes ou priorizarmos a autoconstrução a cima de tudo, nosso principal desafio é disputar e influenciar a UNE para as lutas sociais. Colocá-la cada vez mais ao lado dos trabalhadores/as. E essa disputa é necessária que façamos em cada universidade, colocando nossa energia nos CA’s e DA’s, nos DCE’s, priorizando o trabalho de base e a unidade nas lutas, e também participando dos fóruns da UNE como CONEG’s, CONEB’s e CONUNE’s.
Além destas tarefas, temos outras tanto mais urgentes, que se evidenciaram imediatamente no pós-greve. Devemos lutar pela aprovação do PNE e dos 10% do PIB para a educação, pela garantia da reposição de aulas e que o calendário de reposição seja construído em conjunto com os estudantes, garantindo que nenhum estudante seja prejudicado com a volta as aulas e não haja perseguição política.
Por fim, é preciso que apontemos para uma luta de massas, que coloque a educação de nosso país em outro patamar, a serviço do nosso povo, atenta a seus problemas. Para isso, teremos que acumular forças para construir um Projeto Popular de Educação.
Juventude que ousa lutar, constrói o poder popular!"

Por Thiago Pará, UFRRJ
Jessy Santos , UFS
e Filipe Rodrigues, UFSJ




Encontro Internacional de Jovens em Solidariedade com a Venezuela e a Revolução Bolivariana.

    Estimulando a mística da luta por uma Pátria Livre, vamos compartilhar um pouco da atual conjuntura da Venezuela e da vivência no Encontro Internacional de Jovens em Solidariedade a Venezuela e a Revolução Bolivariana, que se deu entre os dias 21 a 27 de agosto de 2012 na Venezuela.
     
     O encontro contou com a participação de 2000 jovens militantes de diversos partidos, movimentos e organizações sociais de cerca de 15 países da America Latina. Aconteceu ao mesmo tempo em 12 estados da Venezuela, com brigadas que contavam com a participação de todos os países. Além de momentos de integração de toda juventude em Caracas.
   
   Para a juventude da América Latina esse foi um importante momento para vivênciar e compreender o processo revolucionário Bolivariano. Possibilitando fortalecer a consciência da luta Latino Americana na perspectiva da integração dos povos em busca da soberania, igualdade, independência, justiça social e distribuição qualitativa das nossas riquezas. A revolução Bolivariana representa uma referência para nossa reflexão nesse momento histórico transcendental que necessita da nossa posição para fortalecer as lutas históricas. Num projeto de unidade da America Latina, a Venezuela assume um papel importante.
  
  Os resultados do processo revolucionário Bolivariano servem de exemplo para nossos países em todos os aspectos: sociais, culturais, econômicos e políticos. Podemos constatar na vivência desse encontro que a alegria do povo, por si mesma, expressa o sentido do processo revolucionário vivido e que precisa ser seguindo. Em particular, podemos reconhecer os importantes resultados para com a juventude, entre eles, a municipalização da educação, o excelente sistema de saúde apoiado por Cuba, criação de um Ministério de Poder Popular para Juventude, inédito na nossa América Latina... Para nós fica a certeza de que toda América Latina precisa se manter vigilante, unida, fortalecendo o processo revolucionário bolivariano.

    A juventude venezuelana tem muita consciência política, espírito revolucionário e socialista. É a força motriz do processo revolucionário da Venezuela. Tem clareza do que significa a revolução e do efeito dela em suas vidas. A esperança faz com que desde muito cedo a juventude se envolva em tarefas políticas e assim se fazem protagonistas da construção de uma nova história. No encontro, conduziam todo processo com maturidade e dedicação demonstrando seu alto nível de preparação, principalmente para com o trabalho de massa.

    A militância e a formação da juventude se dão nas organizações sociais, nas escolas, mas principalmente no partido político PSUV – Partido Socialista Unidos da Venezuela que tem mais de dois milhões de jovens filiados em todo pais. Compreendem que a revolução é um movimento, um projeto de vida, sonho,  dignidade  esperança e por isso lutam e buscam envolver a cada dia no processo cada pessoa, cada jovem da classe trabalhadora.

    Muita coisa foi possível de ser vivida, vista, refletida e compreendida. Um processo cheio de avanços que tem suas contradições e muitos desafios a serem enfrentados, principalmente por se construir dentro do sistema capitalista devorador de homens e mulheres.

*Texto baseado no depoimento da companheira Rafaela Alves – MPA – Sergipe.


INDEPENDÊNCIA E PÁTRIA SOCIALISTA
VIVEMOS E VENCEREMOS!








“El contenido del programa de la Pátria interpreta la voluntad de las mayorias populares. Es por ello que debe ser debatido ampliamente por el pueblo que sabra darle forma definitiva y hacer las correcciones necesarias”. Hugo Cháves

I chamada pro Acampamento Regional do Levante Popular da Juventude


Então Juventude, essa é a primeira chamada para Acampamento Regional do Levante Popular da Juventude que será realizado entre os dias 15 e 18 de novembro lá no Vale do São Francisco, reunindo cerca de 500 jovens de diversos espaços.
Será uma espaço místico de muita luta, formação e organização...vai ser massa!



JUVENTUDE QUE OUSA LUTAR, CONSTRÓI O PODER POPULAR!

Grito pelo acesso a Universidade!



Enquanto 35,8% dos jovens brancos de 18 a 24 anos frequentam o ensino superior, apenas 16,4% dos negros na mesma faixa etária estão nestas instituições. Além disso , 60% da população negra não tem oportunidade de cursar o ensino superior.
A Lei das Cotas, sancionada na semana passada é uma vitória do povo brasileiro!!!Num país em que menos de 4% da juventude nas universidades estudaram em escola pública, uma política de cotas é uma vitória na luta por uma universidade popular, voltada aos interesses da classe trabalhadora.
A lei garante que a juventude negra e pobre brasileira terá oportunidade de entrar na universidade. No próximo vestibular já serão reservadas 12,5% das vagas da UFPE para negros, indígenas e estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas. A luta não está ganha! É preciso mobilizar a juventude de Recife para que essa porcentagem atinja os 50% previstos pela lei já no próximo ano.
É nesse sentido que nos mobilizamos nesse dia 05 de Setembro convidando a população a participar do Grito dos Excluídos reivindicando um Estado que garanta o acesso ao conhecimento ao Povo Brasileiro. Sabemos que as cotas sozinhas não irão resolver o problema na educação, que precisamos lutar para garantir não apenas um ensino superior, mas uma educação de qualidade desde o ensino básico. No entanto, não podemos negar as desigualdades educacionais no Brasil e as cotas são uma alternativa para a juventude excluída acessar o direito a estudar nas universidades públicas.

A atividade, organizada pelo Levante Popular da Juventude, com o intuíto de esclarecer a população sobre o significado do sistema de cotas e, ao mesmo tempo, mobilizar para o Grito dos Excluídos no dia 07 de Setembro, contou também com a participação de diversos outros movimentos (como o MTC, o Najup-UFPE, a Pastoral da Juventude Rural, a Central Única dos Trabalhadores) e pretende ser apenas o início de um debate necessário com a sociedade pernambucana. 

Grito pela Luta!


Grito pela Saúde!!!



O Fórum Recifense pelo direito à Saúde e contra as Privatizações vai realizar um seminário sobre a conjuntura da Saúde Pública no Recife com enfoque nas privatizações das UPAs, Upinhas e os novos Hospitais da região metropolitana que se dão através das Organizações Sociais e Fundações Estatais de Direito privado, empresas privadas que suga o dinheiro do SUS para lucro próprio. Portanto, esse Fórum tem o intuito de explicar para a população os motivos da precarização da saúde pública e as consequências que a privatização pode trazer para os usuários do SUS e os trabalhadores da área de Saúde. Essa espaço vai ser muito importante também para unificar os movimentos de Saúde de Recife que lutam por uma Saúde Estatal e de qualidade para todos!
O seminário será no dia 4 de setembro às 18h30, na sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos que fica na Rua Gervásio Pires, 404. ( Fica bem pertinho do Shopping Boa Vista)
Estão todos convidados!

Dia de mudar o mundo para mudar a vida das mulheres e mudar a vida das mulheres para mudar o mundo!



"Em nossa sociedade historicamente o patriarcado tem se configurado como um sistema opressor manifestando-se em práticas de machismo, lesbofobia, homofobia e sexismo. Baseado na lógica de subordinação das mulheres, este sistema prescreve normas e comportamentos a serem desempenhados por homens e mulheres, estabelecendo privilégios aos homens e conformando uma estrutura de subalternidade do comportamento feminino.
Neste sistema, as mulheres também são relegadas aos espaços privados, responsáveis pela reprodução da vida, exercendo suas funções na órbita do trabalho invisível, não pago, conhecido como o trabalho doméstico. Os homens se apropriam das tarefas ligadas aos espaços públicos, provedores da riqueza material. O patriarcado também se articula a partir da padronização da sexualidade. Necessita de forjar um comportamento sexual dominante, neste caso abarca em sua lógica a heteronormatividade que nega toda a construção da diversidade sexual como um componente e expressão da diversidade humana.
Na sociedade capitalista, essas formas de opressão são incorporadas, bem como são funcionais a reprodução deste sistema. Imagine as mulheres sendo remuneradas pelo trabalho invisível doméstico. Imaginem homens e mulheres vivenciando condições de igualdade no mercado de trabalho. Imaginem gays e lésbicas vivenciando plena liberdade de orientação sexual, sem precisarem recorrem aos guetos do mercado. Imaginem um mundo onde as mulheres não são mercadorias.
Deste modo, pressupõe-se a necessidade de reconhecer que o capitalismo, ao se apropriar do patriarcado, deve ser caracterizado como um sistema capitalista-patriarcal intrinsicamente articulados. A luta conta o patriarcado também tem que se configurar como a luta contra próprio modo de produção capitalista. Nessas condições, são legitimadas as diferenças e desigualdades entre homens e mulheres. É neste sistema que as mulheres lésbicas são impossibilitadas de exercerem suas potencialidades, bem como são ignoradas por nossa democracia moderna, alicerçada na construção dos direitos sociais, civis e políticos. Essas formas de opressão são ainda mais exacerbadas quando manifestadas em situações na vida das mulheres negras e pobres.
São exploradas e oprimidas pela desigualdade de gênero, de orientação sexual e identidade sexual e de gênero. São invisíveis na constituição da família, no acesso à saúde pública especializada e na previdência social. São rotuladas e estigmatizadas pelo preconceito que se expressa na lesbofobia e no machismo, sendo caracterizadas como “sapatão”. São vítimas no cotidiano do estupro “corretivo”, agressões físicas e psicológicas.
De acordo com “o Dossiê Saúde das Mulheres Lésbicas – Promoção da Equidade e da Integralidade (2006) publicado pela Rede Feminista de Saúde apresenta dados que evidenciam as desigualdades de acesso aos serviços de saúde pelas lésbicas e mulheres bissexuais. Com relação às mulheres que procuram atendimento de saúde, cerca de 40% não revelam sua orientação sexual. Entre as mulheres que revelaram 28% referem maior rapidez do atendimento do médico e 17% afirmam que estes deixaram de solicitar exames considerados por elas como necessários”. “Com relação ao exame preventivo de câncer cérvico uterino (Papanicolau), o referido dossiê cita dados da pesquisa realizada em 2002 pela Coordenação DST/AIDS do Ministério da Saúde que demonstram que entre as mulheres heterossexuais a cobertura na realização deste exame nos últimos três anos é de 89,7%. Já entre as lésbicas e mulheres bissexuais a cobertura cai para 66,7%, mesmo entre pessoas com maior escolaridade e renda”.
Em outra pesquisa realizada com mulheres que participaram da 9° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, apenas 52% responderam que frequentam pelo menos uma vez por ano o ginecologista. No que diz respeito a violência, 32% das mulheres lésbicas já sofreram discriminação de seus vizinhos e amigos, 22% por colegas e professores da escola ou faculdade e 30% por seus familiares. 51% afirmaram que já passaram por situações de agressão verbal.
Por isso, desde a década de 1990 as mulheres brasileiras reconhecem o dia 29 de agosto como Dia Nacional de Luta pela Visibilidade Lésbica. Dia de construção de alternativas onde a vida das mulheres lésbicas não seja silenciada, estigmatizada. Dia de “mudar o mundo para mudar a vida das mulheres e mudar a vida das mulheres para mudar o mundo”.

Leonardo Nogueira

Que a Universidade se pinte de POVO!


Ato Público pela Memória, Justiça e Verdade

Nessa terça feira, 28 de agosto, na Casa da Cultura do Recife às 17h se realizará um ato público do Fórum Permanente da Anistia em Pernambuco pela memória de todos aqueles perseguidos, presos, torturados e mortos pelo regime ditatorial! Reafirmar a nossa luta pela abertura dos arquivos da ditadura, localização dos corpos dos desaparecidos políticos e punição dos torturadores! Venha participar!
  

Ato dos estudantes em apoio a greve!



Estudantes das UFPE e UFRPE fizeram um ato público na sexta feira, 24 de agosto, em apoio a greve dos docentes das Universidades Federais. A concentração do ato foi na praça do Derby com confecção de cartazes e depois o protesto seguiu pelas avenidas Conde da Boa Vista e Agamenon Magalhães. Há mais de 3 meses que estudantes estão sem aula devido a falta de interesse do Governo Federal em priorizar investimentos na Educação Pública. Isso se torna claro pela falta de acordo com as exigências do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) as quais são a reestruturação da carreira dos docentes, aumento salarial e melhorias das condições de trabalho. Um dos argumentos do Governo para não aceitar as propostas do comando de greve nacional é que haveria o comprometimento da conta da União. Contudo,  47 % do orçamento da União é destinado ao pagamento de dívida pública e outra parte dos investimentos estão direcionados aos Megaeventos como a Copa e a Olimpíada. Assim diante dessa situação do Governo em priorizar interesses de mercado em detrimento do ensino público, a indignação dos estudantes e professores se mostram pelas ruas do Brasil! O Levante Popular da Juventude apoia a luta pela defesa de uma Educação pública de qualidade que esteja a serviço do povo!












Anonymous e a guerra de informação digital

Guy Fawkes nunca pensou que sobreviveria a tantos séculos, e menos ainda que, mais de quatrocentos anos depois de suas andanças, a máscara que o representa se converteria em pleno século XXI no emblema daqueles que – desde os indignados até os guerreiros digitais do Anonymous, passando por toda a galáxia dos grupos antiglobalização – se opõem ferreamente à ordem de um mundo ultraliberal, depredador e indolente.

Este católico que, no dia 5 de novembro de 1605, quase conseguiu fazer voar pelos ares o Parlamento inglês com 30 quilos de pólvora, com o rei James I dentro, é o rosto oficial da revolta ocidental e, mais precisamente, o distintivo com o qual o grupo de hackers reunido sob a denominação de “Anonymous” se apresenta ao mundo. Suas ações já são parte da resistência permanente contra toda forma de violação de liberdade segundo os critérios com os quais Anonymous a entende.

Presente há vários anos na cena do hacking contestatório, Anonymous ganhou fama quando, em 2010, em plena ofensiva oficial contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange, o grupo atacou as empresas multinacionais que tinham se somado ao boicote instrumentalizado pelo governo dos EUA contra todas as fontes de financiamento do Wikileaks: os portais de Amazon, PayPal, Visa, MasterCard e Postfinance, a filial dos serviços financeiros dos correios suíços, foram bloqueados pela operação Payback montada por Anonymous contra essas empresas que, sem ter nenhuma ordem judicial, trataram de impedir que o dinheiro chegasse a Wikileaks.

Era a primeira vez na história que se realizava uma ofensiva dessa magnitude não mais em nome do ciberanarquismo, mas sim em defesa de certa forma de liberdade.

Quem são e de onde vem esses valentes que ousaram penetrar as portas mais protegidas para ferir o coração do sistema? Frédéric Bardeau e Nicoals Danet, os autores de um destacado ensaio sobre Anonymous (“Anonymous: piratas informáticos ou altermundistas digitais?’), descrevem a influência desta galáxia sem hierarquia nem manual de instruções como “um movimento que modifica a relação de formas no interior da sociedade”.

De ação em ação, Anonymous instalou-se na paisagem política mundial e excedeu em muito a herança de seus pais culturais, a saber, toda a cultura contestatória norteamericana dos anos 70 perfeitamente representada por Stephen Wozniak, co-fundador da Apple, e Richard Stallman, o iniciador do projeto GNU.

Anonymous se plasmou em quatro operações muito ousadas. A primeira: os ataques contra a igreja da Cientologia, em 2008. A segunda: a ciberofensiva contra o escritório de advocacia Baylout, defensores dos direitos autorais da indústria do disco e do cinema nos Estados Unidos, e contra o portal da Motion Picture Association of America (MPAA), associação que o Anonymous persegue por suas “políticas excessivas” na proteção dos direitos autorais. Terceira: a intervenção a favor de Assange no que ficou conhecido como o primeiro episódio de uma autêntica guerra da rede. Coldblood, um dos porta-vozes do Anonymous, explicou então que a operação em defesa de Assange estava se convertendo em uma guerra, mas não uma guerra convencional. “É uma guerra de informação digital. Queremos que a internet siga sendo livre e aberta para todo mundo, como sempre foi”. O quarto episódio remonta ao dia 19 de janeiro, logo após o fechamento do site Megaupload e a prisão de seu criador, o multimilionário Kim Schmitz. Lançados dos quatro pontos cardeais do planeta, os ataques orquestrados por Anonymous bloquearam os portais do Ministério da Justiça dos EUA, da Casa Branca, da Warner, da Universal, do FBI, do organismo que supervisiona a internet na França, Hadopi, e a estrutura que administra os direitos de autor, a Sacem. Anonymous conseguiu inclusive penetrar no portal da presidência francesa e modificar as mensagens de boas vindas.

A quinta e última ação ocorreu há apenas alguns dias. Um grupo que se identificou como Anonymous divulgou a gravação de uma “reunião” telefônica entre o FBI e a polícia britânica, na qual se falava de ações contra os ciberativistas. Onde estão para conseguirem se meter nestas conversas tão íntimas? “Em todas as partes”, respondem Frédéric Bardeau e Nicolas Danet, os autores do ensaio sobre Anonymous. Estes dois especialistas observam que os Anonymous não são piratas propriamente, pois não roubam nada. Tampouco são “terroristas”, mas “um fenômeno muito mais vago cujo único fio condutor é a defesa da liberdade de expressão”. Bardeau e Nadet contam que, em certo momento, “a CIA tentou realizar um perfil dos simpatizantes de Anonymous: era tão indefinido que terminava apontando para a metade do planeta”.

Seu lema tornou-se realidade: “somos legião”. Neste sentido, Frédéric Bardeau destaca que os Anonymous não se enquadram em nenhum rótulo. “Não são nem anarquistas, nem sindicalistas revolucionários, nem marxistas. É um movimento pós-moderno, anônimo, planetário, descentralizado. Entre os Anonymous do Brasil, muito fortes e mobilizados contra a corrupção, e os da Áustria e Alemanha, todos antifascistas, não há unidade, mas sim denominadores comuns como a liberdade e a neutralidade da rede”. Diferentemente dos indignados ou de outros movimentos antiglobalização, Anonymous atua a partir do anonimato: não há partido político, nem fórum, nem cúpula, nem manifestação. Sua identidade física é a máscara de um militante católico britânico do século XVI e seus territórios são estes: irc.anonops.li, twitter@AnonOps, @AnonymousIRC, Facebook Anonymous, AnonOps.blogspot.com.

A origem do nome provém dos fóruns anárquicos 4chan (*). Neste portal norteamericano é fácil inscrever-se e cada participante recebe o pseudônimo de “Anonymous”. Estão em muitos lugares ao mesmo tempo, alguns são hackers aficionados, outros não, universitários, empregados, militantes de uma ou de muitas causas. Anonymous realiza a sua maneira o desejo não confesso de muitos cidadãos do planeta: colocar uma pedra na engrenagem da perfeição ultraliberal, abrir a cortina de sociedades ultrapoliciais que só protegem os interesses do poder. Nicolas Danet comenta que “Anonymous é um pouco como o voo dos pássaros migrantes. Formam uma massa que conhece o objetivo, mas um pássaro pode deixar o grupo a qualquer momento”. Os vídeos de Anonymous já são famosos, tanto pelo conteúdo como pela voz metálica que anuncia: “Somos legião. Não perdoaremos, não esqueceremos. Tenham medo de nós”.

(*) 4chan é um imageboard em inglês. Lançado em 1° de Outubro de 2003, seus sub-fóruns eram originalmente usados para postagem de imagens e discussão sobre mangás e animes. Os usuários geralmente postam anonimamente e o site já foi relacionado com subculturas da Internet e ativismo (Wikipédia)


Autor: Eduardo Febbro

Nota de Repúdio - Levante de JP-PB

O Levante Popular da Juventude em João Pessoa - PB, vem, de público, formalizar veemente, repúdio à ação nefasta e criminosa, a um ato de homofobia contra o jovem Bruno Rapchaell, Assistente Social, que foi no último sábado, dia 11, neste município, agredido no bloco carnavalesco “As Virgens de Mangabeira”. Este teve três costelas e o pé fraturados, além de ter sido espancado na cabeça e no rosto.

As nossas autoridades ainda são omissas no que diz respeito a esses atos, as ocorrências não são devidamente apuradas, porque ainda não se vincula esse tipo de agressão a um crime por homofobia.

Vem ocorrendo um crescimento de agressões e assassinatos contra a população LGBT na Paraíba. Em 2011 ocorreram 21 assassinatos por homofobia em nosso estado (dados de um levantamento realizado pelo Movimento do Espírito Lilás - MEL), e infelizmente esse número pode ser maior.

Temos que nos indignar e agir diante dessa situação, lutar pela igualdade de direitos e o cumprimento dos mesmos. Lésbicas, gays, bissexuais e travestis são tratadas e tratados de maneira marginalizada, sendo discriminad@s e oprimid@s diariamente. Elas e eles têm o direito de expressarem seus sentimentos e sexualidade assim como qualquer cidadã ou cidadão heterossexual. Afinal, o amor é uma liberdade de expressão, e este deve falar todas as línguas.

Por estas e outras razões, o Levante Popular da Juventude em João Pessoa – PB reafirma a sua posição contrária a qualquer ação homofóbica e nos solidarizamos com o companheiro BrunoRapchaell, e tantos outros que sofrem das garras da opressão. A luta contra a homofobia é uma luta nossa, mexeu com um, mexeu com tod@s!

A luta pela diversidade sexual é uma luta também da juventude, que não pode aceitar essa imposição da cultura heterossexista que torna obrigatória a relação entre homem e mulher, que não se pode nem questionar. A luta contra a homofobia e qualquer forma de dominação/opressão a população LGBT é uma luta por Justiça Social, por igualdade, liberdade e democracia.

“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite.
Que a nossa liberdade seja a nossa própria substância”
 Simone de Beauvoir

Vídeo Fruto do Acampamento

 Assista o vídeo gravado durante o I Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, que fala sobre a dificuldade de organização da juventude nos tempos atuais.
 O vídeo foi publicado programa Vida no Sul.


Carta do I Acampamento Nacional do Levante


Nós, do Levante Popular da Juventude, no momento em que fundamos nossa organização, em nosso I Acampamento Nacional, com a participação de 1200 jovens de 17 estados brasileiros, nos comprometemos com a transformação profunda da realidade em que vivemos.

Enxergamos um mundo dividido entre aqueles que exploram, e as trabalhadoras e os trabalhadores que têm o fruto de seu trabalho roubado. Esse é o sistema capitalista-patriarcal-racista, que mundialmente estabelece as formas de organização da sociedade na sua forma imperialista. Ele cria uma relação de dominação entre culturas e povos, destrói o meio ambiente, oprime e explora as mulheres, assassina a juventude negra, silencia gays e lésbicas e tolhe, cotidianamente, todos os nossos sonhos.

O Brasil é um país de natureza e cultura fantásticas, mas carregamos as dores da escravidão, o saqueio das grandes potências, e uma história de uma elite dependente, mas que sempre concentrou o poder em suas mãos. Os meios de comunicação, a terra, a água, energia, a educação, o lazer e a oferta de saúde de qualidade ainda estão nas mãos dessa elite. Aos trabalhadores, restaram somente as periferias das grandes cidades, as encostas de morro e as beiradas de rio, extensas jornadas de trabalho e salários miseráveis; no campo, a reforma agrária e a produção de alimentos foram deixadas de lado e substituídas pela utilização de transgênicos e agrotóxicos, tudo orientado para a exportação.


Nós, jovens, estamos no meio desse furacão: no campo, nas periferias e favelas, nas escolas e universidades, no trabalho. Somos constantemente disputados pelo projeto capitalista. É em contraposição a este projeto que nos lançamos ao desafio da construção do Projeto Popular.


Por isso, nos comprometemos:

Com a luta pela construção de uma democracia popular, que socialize com qualidade as terras, a água, a energia, os meios de comunicação, o acesso à saúde, à educação, à moradia, ao transporte.

Com a luta pela soberania, porque os povos devem tomar seu país e sua história nas mãos, sem serem sujeitados pelo imperialismo ou outros poderosos. O desenvolvimento deve ser ambientalmente sustentável e estar voltado ao interesse do povo.

Com a prática permanente de solidariedade com todos os povos que sofrem e lutam. Com atenção especial para nossos hermanos latino americanos, que carregam a mesma história de opressão e luta que nós.

Com a luta contra o machismo, na sociedade e dentro de nossa organização, pois, se os trabalhadores são explorados pelo sistema capitalista, as mulheres são duplamente oprimidas e exploradas: enquanto trabalhadoras, e enquanto mulheres, pelo sistema patriarcal. Temos que estar lado a lado com as organizações do movimento feminista no combate ao patriarcado, à violência sexista e à mercantilização do corpo e da vida das mulheres, assim como fomentar a auto-organização das mulheres do Levante.

Com a luta contra o racismo, dentro e fora de nossa organização, porque a população preta é a mais explorada da classe trabalhadora e mesmo depois de 124 anos da falsa abolição continua sendo o alvo preferencial da violência de Estado. É necessário lutarmos junto ao movimento negro e outras organizações antirracistas para que possamos construir uma sociedade livre do racismo.

Com a luta contra a lesbofobia, a transfobia e a homofobia, também dentro e fora de nossa organização, porque não existem relações afetivas mais normais e comuns que outras, e nenhuma orientação sexual deve ser motivo para legitimar desigualdades e opressões.

Com a luta por um projeto de educação que sirva aos interesses do povo. Por isso, defendemos que exista um número suficiente de vagas tanto em creches quanto em escolas secundárias e universidades, bem como cotas sociais e raciais, no campo e na cidade. Por isso, também reivindicamos os 10% do PIB para a educação; a educação só terá qualidade se estiver voltada para os interesses do povo, atendendo todas e todos.

Com a luta por transporte público, gratuito e de qualidade, enfrentando os aumentos nos preços de passagem.

Com a luta por ampliação do acesso à cultura e ao lazer, contra sua mercantilização. Lutaremos para que existam mais possibilidades de produção e troca culturais, como música, teatro, artes visuais, cinema, dança, e tantas outras formas de expressão. Também utilizaremos da cultura e do lazer como formas de resistência, de resgate da nossa história e da nossa identidade de povo brasileiro.

Com a luta contra o trabalho precarizado e informal. A luta pela garantia e expansão dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras (exploradas duplamente, no local de trabalho e em casa) é essencial para a criação de um país menos desigual. Pela jornada de 40 horas semanais, sem a redução de salários.

Sabemos que para isso é extremamente necessária a massificação desta luta, trazendo cada vez mais jovens para o nosso projeto, porque só a juventude tem a força necessária para transformar essa sociedade. É com o trabalho coletivo, combatendo o individualismo e a estagnação, que tomaremos o futuro em nossas mãos. Esse é o caminho para a liberdade com que tanto sonhamos e precisamos para viver.

Construiremos uma organização com coerência: devemos fazer o que dizemos e dizer o que fazemos; com autonomia, construída por aqueles que trabalham no Levante; com estudo e disciplina, para dar cada passo com firmeza, conhecendo com profundidade o caminho que devemos trilhar; com o exercício de crítica e autocrítica, porque não devemos temer ou ocultar os erros, mas enfrentá-los de frente, para, então, superá-los.

Entendemos que serão esses compromissos que garantirão a construção do Levante Popular da Juventude, do Projeto Popular e da Revolução Socialista brasileira. A tarefa não é fácil: não esperamos ter todas as respostas nem construir tudo isso sozinhos, mas nos desafiaremos a dar tudo o que pudermos, porque devemos nos construir como a juventude que ousa lutar, que constrói alternativas e que é parte do povo brasileiro. Somente com alegria, amor e muita animação chegaremos lá!

Juventude que ousa lutar constrói o poder popular!
I Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, 5 de fevereiro de 2012, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.
Postagens mais recentes Página inicial Postagens mais antigas